quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SINTONIA



O mundo tem se transformado em ritmo cada vez mais acelerado. Como resultado desse ritmo apressado das mudanças, é comum ouvirmos de sensações de estar sempre atrasado em relação a tecnologias o que vou chamar de" fora de sintonia".

Com o avanço da tecnologia digital algumas figuras de linguagem foram pouco a pouco perdendo sua significância. Como exemplo podemos citar que "caiu a ficha" para expressar que um conceito ou pensamento foi assimilado, tornou-se inapropriado depois de mais de uma década da substituição dos telefones públicos de ficha por aparelhos com cartão. Hoje praticamente nao existe demanda para telefones públicos em cidades médias e grandes uma vez que a pulsação se utiliza de telefones celulares. "Virar o disco" já não serve como exemplo para utilizar outro argumento ou mudar de assunto depois de mais de 20 anos da invenção dos CDs. Embora o rádio tenha se tornado uma forma de difusão menos popular que a televisão e a Internet embora se possa ouvir rádio tanto na televisão como na Internet, a idéia deste "post" digitado de um "smartphone" vem da necessidade de nós seres humanos precisamos de sintonia como os "dials" dos radios antigos que procuravam a frequência da transmissora girando o botão até encontrar a onda e mesmo depois de encontrar, sempre se procurava encontrar a sintonia perfeita com um pequeno ajuste e mais um em busca da sintonia prefeita que nunca chegava.

O ser humano precisa, assim como no rádio analógico, buscar uma melhor sintonia em suas relações cotidianas. Mesmo que assinamos que os ruídos sempre estarão presentes. Por que quem emite as ondas frequentemente altera a frequência e quem recebe precisa buscar a melhor sintonia. E principalmente por que diferentemente do rádio onde só um emite, nada relações humanas os papéis de invertem a cada frase.

TER ou SER? Eis a questão.


Certamente é mais difícil ser nobre do que aparentar nobreza. Ter atitudes respeitadoras, preservar valores e agir conforme regras boas maneiras certamente parece estar cada vez mais em desuso quando comparado a repeitar tendências tecnológicas, pagar altos valores e agir conforme a moda.

Pais presenteiam seus filhos com idades cada vez menor com iPads e telefones celular de última geração, Vídeo Games que fazem as crianças e adolescentes se conectarem com o mundo virtual sem dedicar uma ou algumas horas de seus dias para estar com eles. Deixam a disposição serviços de entretenimento que são impossíveis de ser consumidos em uma vida inteira, mas ignoram costumes como almoçar a mesa TODOS JUNTOS, ouvir e falar sobre assuntos e sentimentos, entender o contexto escolar e conhecer os ciclos de amizade destes. Disponibilizam cartões de débido e crédito para os filhos sem nunca lhes ensinar como devem lidar com o dinheiro e para piorar se abstém de ensinar os valores da vida.

Desta forma as pessoas aprenderam a se sentir mais diferenciadas proporcionalmente ao preços que pagam pelas coisas e pela exclusividade de acessórios tecnológicos que utilizam antes dos demais. Na contra mão de serem presentes nas vidas dos seus familiares e serem os primeiros a ajudar uma pessoa idosa ou uma mulher com uma criança no colo. Vamos tornando as nossa sociedade cada dia mais fútil e superficial, pagando cada vez mais por isso, mesmo que seja para não ter nada em troca a não ser produtos e relacionamentos cada vez mais perecíveis.

COBRAR OU CELEBRAR


Do cliente ao parceiro (cônjuge).  Quando cobramos o que quer que seja, nos aproxima ou nos afasta?
1h depois do combinado e a Pergunta:
Situação 1: - Que "hora" de chegar heim!
Situação 2: - Que bom que você chegou!
Muito provavelmente alguém que seja constantemente recebido com este exemplo passe pouco a pouco, talvez sem perceber,  se privando de uma conversa casual com aquele amigo que encontrou inesperadamente no caminho de volta pra casa. Ao contrário, outro que seja acostumado com o segundo exemplo, talvez também sem perceber,  chegue em sua casa com olhar transmitindo alegria e imediatamente compartilhe com seu  (a) parceiro (a): - Encontrei o "Juca"!
Toda relação transparece no comportamento dos envolvidos o perfil comportamental do outro.  Seja na conversa contida daquele que convive com um ciumento ou na tranquilidade em relação ao tempo do que se relaciona com o seguro e confiante. Nossa vida é invariavelmente resultado das escolhas que fizemos ou "deixamos de fazer". Escolher cobrar ou celebrar a vida do outro pode mudar a nossa. Precisamos nos manter atentos ao nosso modo de ser e sempre lembrar que nosso comportamento "fala" mais alto a quem amamos quem somos em relação a eles. Embora muito parecidos,  a situação 1 cobra enquanto a situação 2 celebra a chegada do ser amado.

BATER A PORTA


Bati a porta na cara do meu amor
Fiquei silente o dia todo para que ele percebesse o quanto me fez sentir raiva
Me afastei do seu abraço e tampouco ofereci o meu
Ele precisava de uma lição!
Neguei também meu Beijo e meio olhar
O mesmo que ainda outrora, sorria ao contemplar sua presença
Me fiz espinho e guardei a rosa
E sendoeu para ele uma rosa,  não pode evitar que sentisse meu perfume e admirasse minha beleza.
Me fechei. Calei querendo que meu silêncio o ferisse de alguma forma. Fiz escudo com minha raiva querendo evitar o seu amor.
Decidi manter a porta fechada. 

QUASE NADA


   Imaginemos que é possível suprimir a busca pelo dinheiro e conquistas materiais além da busca pelo ideal de aparência. Para a maioria das pessoas sobraria alguma coisa? 
   Apenas imaginar que todos teríamos exatamente a mesma aparência e que o avanço de alguma nova tecnologia garantiu a produção de comodities e produtos antes manufaturados para todos os habitantes do planeta, para o que dirigiríamos nossa atenção, nosso tempo, nossa vontade? Existe algum objetivo a ser alcançado além dos dirigidos para você mesmo?
   O exercício deve ser diário. E é preciso saber que será obrigatório passar por nossas futilidades e nossas fraquezas. Será preciso enfrentar a falta de sentido que muitas vidas tem e buscar alternativas para possíveis vazios exisrenciais. Pra que você vive? Se acabasse o dinheiro e aparência o que sobraria?

COBRANÇAS


   Algumas são as variações das cobranças. De como fazemos ou de como somos cobrados.
   A cobrança daquilo que não se sabe, com um ar de "deveríamos saber".
   Outra trata-se de quando a "solução" encontrada pela outra parte é diferente do que se tomaria, ou mais cara, ou mais simples.
   Uma terceira, dentre as tanta variações possíveis, é quando se cobra por aquilo que foi combinado.
   Certos de que toda ação gera uma reação,  podemos escolher a reação mais provável como resposta a cada intervenção social que fazemos.  No trabalho, com amigos ou com a família, se quisermos, podemos abdicar de nossa consciência e sempre reagir por impulso,  dispensando o espaço que a consciência nos permite.  Podemos escolher ser mais natural,  mais próximos de bichos ao invés de nos aproximar de nossa humanidade e nos permitir um tempo entre o estímulo e a resposta.
   Se fizermos a escolha por buscarmos mais nossa humanidade,  muito provavelmente, passemos a permitir mais do que cobrar.  Passaremos do lugar onde "não pode isso",  "não deve aquilo" para conversas sobre "o que posso entender por isso",  esta situação,  etc. Se escolhemos caminhar para esta direção e fazer esta travessia,  pode ser que nos aproximemos a cada passo um pouco mais da
nossa humanidade e passemos a nossa ajudar mutuamente a sermos melhores com menos cobranças.  Ao menos a forma de cobrar,  certamente será outra.

RECLAMADORES


   Parece que nos habituamos a reclamar. Aprendemos com os mais velhos desde muito pequenos e passamos a considerar normal.
   Precisamos nos perguntar de quem deveríamos reclamar. Para o "chefe" injusto ou para o funcionário reclamador que nunca poupou "uma prata" e depende demasiadamente do seu salário?  Do cônjuge " desatencioso" ou da própria agenda com pouco espaço e prioridade para o relacionamento?  São muitos os paralelos possíveis de uma mesma situação.
   Há de decidirmos se assumimos o papel de coadjuvantes ou de protagonistas das próprias vidas. Certos de que não controlamos nada e conscientes de que influenciamos tudo, precisamos decidir em qua nível será a atuação em nosso roteiro.
1- NÃO RECLAMAR -FAZER
2- RECLAMAR - FAZER
3- RECLAMAR - NÃO FAZER
4- NÃO RECLAMAR - NÃO FAZER